26 de nov de 2014

diário do pé quebrado - semana 4

um dia, fui lá no pronto socorro pra trocar o gesso. tinha acabado de colocar o de fibra de vidro. estava apertando horrores no meu calcanhar e deixando meu pé adormecido muito mais do que o normal.

trocou. uma enfermeira veio, fez o gesso, tirou e chamou outra enfermeira pra ajudar. fizeram outro.
senti um incômodo estranho, mas ok.
4 horas depois, estava doendo MUITO. qualquer movimento que eu fazia com os dedos trazia uma dor forte e aguda. e não era no lugar quebrado.

voltei lá no ps e o médico cavalo que me atendeu gritou, disse que não ia trocar, que eu já tinha trocado 3 vezes. gritei de volta, bhuda gritou, coral gritou e ele continuou estúpido.
a enfermeira saiu da sala, foi falar com ele. voltou com ele. eles decidiram abrir o gesso. se não fosse nada, iam fechar de novo e ok. quando abriram, minha pele estava toda enrugada, toda beliscada, marcada. o gesso estava beliscando meu pé em vários lugares. enfermeira foi lá chamar o médico, ele nem olhou, falou que não sabia que estava assim. porra, eu não tinha falado? ignorei. ele pediu desculpas, bem mal educado e obrigado. ignorei. nem eu nem o bhuda nem olhamos mais pra ele.
enfermeira refez o gesso e ficou maravilhoso.
3 horas gritando com o maldito até resolver. pobre enfermeira que teve que ficar no meio da gritaria.

mas aí tudo bem. tirando esse cavalo, os outros médicos e enfermeiras sempre foram legais.

terça passada passamos no ortopedista. ele pediu uma tomografia. fomos no dia seguinte.

essa terça voltamos ao ortopedista. ele olhou pro exame, olhou pra mim e disse:
- infelizmente, seu ligamento está rompido, você precisa de cirurgia.
ele continuou falando, mas eu não consegui mais ouvir nada. nada. só ouvia um zumbido.

eu perguntei o que aconteceria se eu recusasse a cirurgia e ele disse que eu teria um pé que não ia funcionar.



me mandou pro hospital no dia, pra fazer a cirurgia "hoje ou amanhã".

horrorizei. chorei. desesperei.
fiquei literalmente sem chão.

fomos pro hospital, eu, bhuda e coral. os grandes ficaram na casa da penélope.
2 horas lá, consulta de 2 minutos com o médico que disse que precisava ver a tomografia. eu não recebi nada, mas a tomografia fica no sistema. só que ele não podia mais ver, só no dia seguinte. abriu meu gesso, mexeu no meu pé. enfiou o gesso de novo e enrolou uma faixa pra segurar no lugar.
mandou a gente pra casa. falou que ligaria de manhã depois que olhasse a tomografia pra marcar ou não a cirurgia.

a noite foi longa. um horror.
até encontrei um grupo no facebook de pessoas que sofreram a mesma fratura que eu e vi a página de cabo a rabo.
acordei às 7, depois às 7:40, às 8:00, às 8:30. cochilava e acordava assustada, achando que o telefone tinha tocado, e dormia de novo. às 9:30 tocou. pedi pro bhuda atender. só ouvi um "i don't think she needs surgery". só faltei dançar de alegria e foder de vez o pé.

pediu pra gente voltar semana que vem ou ir hoje tirar o gesso aberto e colocar um moon boot.
fomos.

agora estou aqui, linda, de moon boot. é uma bota cheia de velcro e um super suporte pra não deixar o pé mexer. me pergunto: por que não me deram a bota logo de cara? por que torturar os pobres machucados com gesso?

agora, semana que vem, mais uma consulta.

2 comentários:

luamorzinha disse...

Nossa, mas como tira e põe gesso, néam?
Tenho uma amiga que tb fraturou o pé, naqueles brinquedos de buffet infantil que joga a bolinha e a pessoa cai na piscina de bolinhas, sabe? Está há mais de um mês nessa de põe gesso, tira gesso... Não querendo te desanimar... huahauhauahuahaua

Ana anonima disse...

Obrigada por compartilhar sua experiência, quebrei o pé há dez dias e também estou escrevendo no meu blog sobre isso :
http://comidolatra.blogspot.com.br/
aceito visitas e sugestões .