11 de jun de 2013

diário da busca ao rato.

quinta.
eu vi um rato.
dentro de casa.

quase morri do coração.
bhuda nem foi trabalhar. ficamos em casa fazendo faxina, procurando o bicho.

nada.

de noite, exaustos e derrotados, compramos e colocamos veneno.
10 minutos depois de colocar o veneno, ele estava comido. bem comido. mas nada de cadáver.

e procura, procura, procura. e nada.

vocês não tem ideia da beleza que foi. trancamos os quartos, janelas e portas fechadas, trancamos o corredor e ninguém podia passar. quando viemos dormir, sem ar condicionado, morrendo de frio - o ar fica na sala, foi menos mal, porque ele não estava nos quartos.
mas e pra ir fazer xixi? a gente ia, os dois adultos, com vassoura e pá na mão, fazendo guarda em volta das crianças. hauhauahaahahahahahuau

sexta.
nada de rato. mais procura, mais limpeza. mas nada.
nem cocô. nem nada.

sábado.
um dos venenos muito comido. muito.
mas nada de bicho, nada de cocô, nada de nada.

domingo.
esperando o cheiro de carniça. mas nada.

segunda.
na-da.

terça, hoje.
acordamos, tomamos café. nada.
decidimos ir ao parque. as crianças estavam preparando o almoço para levar.
melissa foi buscar um porta garrafa térmica. saiu gritando que viu o rato.
fui ver. sabe quando a gente sabe que tem alguma coisa, mas vai olhar mesmo assim, cagando de medo? pois.
e vi. o bicho.
e as crianças também. e foi um "ohhhhhhh...." geral.
tão lindinho. tão fofinho. tão pequenininho. tão encolhidinho. tão coitadinho.....

daí ficamos num "como vamos pegar?". depois de tentar com 30 coisas e desistir porque não cabia no buraco onde ele estava, fomos a luta. ele estava em um canto, no meio de dois armários de cozinha, entre a parede de um armário e um pote de azeitona que está curando - bem fechadinho, diga-se de passagem.
joão ficou com a tampa do pote de bolo na mão enquanto eu tirava o pote de azeitona. esperando o rato pular em mim. hauahuahauha. mas não, ele se encolheu no canto.
como o pote que a gente tinha era arredondado nos cantos, o rato não entrava no pote.

melissa pegou um pedaço de queijo. colocamos mais pra frente.
esperamos.

daí a coral resolveu atacar e começou a bater potes pela cozinha e o rato assustou e se encolheu ainda mais no canto.
tive que trocar o pote. peguei outro, menos arredondado.
e prendemos o rato. ou melhor, jogamos o pote em cima dele.

e entramos no "e agora?". bhuda falou para deixar ele no pote que ele jogava longe de casa quando voltasse.
então obedecemos. huhuhu.
joão colocou um papel embaixo, virou o pote com o rato dentro e tampou.
colocou o queijo dentro. e colocamos uma concha com água. e fechamos.

mas é tão bonitinho, tadinho.....
a gente abria de tempos em tempos pra evitar de matar o pobre asfixiado.
os meninos colocaram uva passa, maçã desidratada e folhas.
e levavam o pote pra lá e pra cá.

agora, fui ver, e ele não está mais se mexendo. tadinho....

comeu tanto veneno que, se sobrevivesse seria estranho.
mas eu fiquei triste.
as crianças ainda não se tocaram.

Um comentário:

Maíra disse...

Ai, fiquei com dó do ratinho! rs!

Aqui em casa aconteceu algo parecido uma época! Ficamos com um rato escondido na cozinha por dias! Colocamos aquelas ratoeiras que pegam o rato vivo (é tipo uma gaiola), e nada... eu não queria colocar veneno de jeito nenhum, daí descobri um adesivo que vc espalha pelo chão e quando o rato passa correndo, fica grudado! O danadinho passou pelo adesivo e conseguiu escapar, porque ficou preso só num canto (vimos os pelos dele no dia seguinte)... mas daí conseguimos prender ele no adesivo sem querer (ele passou correndo, assustou com a Paula, voltou, e caiu no adesivo)! Bom, resultado: levamos ele na rua e soltamos ele jogando azeite (pra ele desgrudar do adesivo)! rs! O rato fugiu, não sei se sobreviveu (por causa do azeite, sei lá né, rs)!

Mas eu morro de dó, não tenho coragem de matar. A gente até chegou a comprar o veneno, mas não tive coragem! Como vc sabe, eu amo ratos! rs! Até convenci meus pais a pegarem um rato que entrou na casa deles com a ratoeira/gaiola, haha, com eles deu certo! Eles soltaram o rato num mato, longe da cidade!

Procura por aí, deve ter essas ratoeiras/gaiolas, ou então a fita adesiva. Fica pra uma próxima vez (vamos torcer que não tenha próxima, mas, vai saber...)