17 de jan de 2007

O parto

Todo mundo sabe que eu vou ter outro parto em casa, né.
Pois bem...

Tudo bem que a gente nem sabe se vai ser aqui na Espanha, no Brasil, sei lá onde. Mas enfim, já temos algumas coisas definidas. E alguns desejos meus.

Cada vez melhorando a coisa! Dessa vez, sem médico: só uma parteira, que é mais que suficiente.
Mas também só vai ser chamada quando a coisa começar a pegar fogo.

Quero o Bhuda, a Melissa e o João por perto. E algumas amigas pra ajudarem, já que mãe e sogra estão fora de cogitação.
Quero um lugar calmo, só com o barulho das crianças e de alguém fazendo um lanche, ou o barulho do chuveiro e vozes amigas. Nada de luzes, nem gente com roupa estéril, nem cheiro de hospital, nem pessoas desconhecidas, muito menos:
- Agora força de cocô! Vai! Um, dois, três...

Quero que a Melissa corte o cordão, se ela quiser, claro.
E quero o João fazendo aquela massagem nas minhas costas que só ele sabe fazer.

Quero rir, quero curtir cada contração. Último parto tem que ser perfeito.

Queria que nascesse na água, de um jeito que eu conseguisse pegar o bebê. Quem sabe, as crianças junto. À la Naoli. Ai, que lindo..... Minha inspiração. Bom, mas isso porque eu não imaginava como se consegue parir sem estar sentada numa cadeira de cócoras ou na água e conseguir pegar o bebê.
Mas aí eu sonhei, e foi melhor que tudo.

Não ia escrever aqui, mas vou contar porque foi demais.

Estava eu, ajoelhada na cama, apoiada na parede. Preocupada porque ia sujar a cama. Pedi pra pegarem o lençol super multi-uso com dry gel (tipo uma fralda, mesmo) pra colocar embaixo de mim. Colocaram. Aí senti a cabecinha descendo.
E tinha o Bhuda com a máquina fotográfica de um lado e uma outra pessoa filmando do outro lado da cama. Aí, claro, eu dei uma de Thais:
- Filma do outro lado que tá melhor! Não esquece do flash e de mudar o ISO!
Enfim, o bebê começou a coroar e eu tinha que pegar o bebê sozinha, já que estava todo mundo ocupado. Só que fiquei com medo de deixar cair e, na hora, pedi pro Bhuda ajudar. Claro, eu dando palpite:
- Mas só apóia, hein! Não puxa! Mas não deixa cair!
Quando a cabecinha tinha saído, ouvi a Melissa:
- Olha, o bebê 3!
E o João:
- É cocô!!!!
Todo mundo começou a rir, claro. Até desconcentrei.
E o bebê nasceu na mão dos dois. Ai, que bonito. He he he
Sem foto, de novo. Ha ha ha ha ha!

Foi legal...

5 comentários:

Regina disse...

Que sonho mais real! Tomara que seja do jeitinho q vc quer! E será! ;0)

Anônimo disse...

aiaiai
que lindo....
uma coisa dessas nem prcisa de foto, mas concordo se tiver foto é melhor...ahahahah
ai que lindo...(suspiros)
ai tenho uam amiga que vai pra cesariada...ai
quando fo que desisti?
sei lá...simplesmente desisti...
e ver pessoas como v. tratando desse tema assim tão tranquilamente me faz reascender uma chama que tenho esquecido, uma chama de esperança.....um saudosismo....e principalmente uma coisa que diz:
que Deus nunca deixe que pessoas como vcs. percam as esperanças...que pessoas como vcs. continuem semeando esse tipo de coisa, esse "resgate" da alma feminina, pra que minhas filhas colham no futuro...que se engradeçam ainda mais como mulheres, como fêmeas...como parideiras!!!!!E vou agradecer sempre sempre por vc, pra pessoas como v., por dividir essa luta, esse momento mágico comigo!!!!!
um super beijo
que seus sonhos se tornem realidade
*Sô*

Katy disse...

Meu Deus!!!
vc fala com tanta naturalidade e eu aqui desesperadaaaaaaaa, quer dizer não tanto agora mas na hr sei q vou ficar...rs

bjos

Cassab disse...

Thais:

Vc conhece a pesquisa da primeira hora de vida que o bebe sobe da barriga da mãe até o seio sozinho?

Viviane Ribeiro disse...

Tudo lindo !!!
Aiaiai que delícia!
Bjs