1 de nov de 2014

Pé quebrado...

A gente tinha acabado de deixar os meninos no Lego Robot e resolvemos passar em uma loja de móveis. Paramos. Melissa e Coral estavam brincando de sair do carro correndo, então peguei a Coral e fui atravessar a rua rapidinho. Não corri, mas andei rápido. Quase do outro lado da rua, resolvi dar um pulinho. Pulei. Parei. Fui dar o próximo passo e perdi o equilíbrio. 
Eu estava a um passo da calçada, entre dois carros estacionados, com a pequena no colo.
Tudo o que eu me lembro foi da Coral caindo de cabeça. Abracei forte, segurei o máximo que consegui. Mas ela bateu a cabeça. De leve, mas bateu. E assustou, tadinha. Chorou sentida....

Eu senti muita dor no pé. Vi minha calça jeans rasgada no joelho. Me dei um tempo pra me acalmar e acalmar a Coral, mas vi que não ia conseguir andar. Pedi pra ir pro carro. Buda me ajudou a levantar e eu senti a pressão caindo, a visão ficando cheia de brilhinhos, as cores se misturando... Quando cheguei no carro, dei graças a Deus e me joguei no banco de trás. 

Coral meio abalada, meu pé latejando, Mel e Bhuda sem saber o que tinha acontecido, eu desmaiando. Apaguei, mesmo, e voltei logo depois. Comecei a sentir a pressão melhorar e aliviei. 

Coral acalmou e pediu pra ir pra loja. Falei pro Bhuda ir com as meninas que eu ia ficar descansando. Eles saíram do carro e eu comecei a tentar mexer os dedos do pé. Mexeram, mas doeu muito. Mexi o tornozelo, tudo bem. Encostei no pé, muita dor. Pensei: torci o pé.

Encostei e acho que dormi um pouco. Eles voltaram e fomos buscar os meninos. Quase chegando em casa, Bhuda falando de hospital, eu falei que a dor estava passando e não precisava. Ele não me ouviu. Tentamos parar no hospital, mas não tinha vaga de estacionamento, então voltamos um pouco e fomos ao White Cross, que é um PS particular, mas que cobre acidentes pelo governo. A gente não sabia que ia ser tudo de graça.

Pra chegar na sala de espera, do carro, quase morri. Doeu muito. Depois, mais ainda pra chegar na sala de exames. 

Médico olhou, mexeu, eu reclamei. Fui mandada pro raio X. De cadeirante rodas. Voltei. Ele abriu o primeiro e falou:
- oh oh.....

Bhuda se empolgou e começou a contar: 1, 2, 3, 4.... Quatro ossos quebrados. Em um pé. Não na perna. No pé. Marido começou a rir e eu desesperando.
Médico falando:
- É grave, isso. Não é só um ossinho quebrado. Espera aqui que eu vou ligar pro hospital.
 E espera... Médico volta e fala que está esperando resposta. Espera... Mais duas horas e ainda esperando....
Nessa espera, senti a sola do pé inchando. Vi alguns calombos na parte de cima. Mas nada de ficar roxo ou de perder os movimentos.

No meio termo, marido resolveu levar as crianças grandes pra casa da Penelope. Voltou. Deu comida pra Coral. E eu ainda esperando.

Médico resolveu me mandar pra engessar. Lembram que eu estava de calça jeans? Tive que trocar. Foi complicado, mas consegui. A enfermeira engessou meia perna e ele recebeu a ligação do outro médico, pedindo mais raio X. Tirou tudo. E lá fui eu, de cadeira de rodas.

Dessa vez, o raio X era de pé. Foi foda. Muito difícil levantar, muito mais difícil subir a escadinha é pior ainda foi ficar com um pé só no chão. O pé machucado.
Descer da escadinha também foi uma luta.

Quando pude voltar pra cadeira de rodas, senti um alívio imenso.

Voltei pro médico. Ele viu. Mandou pro outro médico. Decidiram que meu ligamento Les Franc estava inteiro. Me engessaram. Mas eu forcei tanto o pé que ele não estava ficando na posição. Vieram duas enfermeiras colocar meu pé no lugar e eu chorei. Doeu.

Dai me deram muletas. Delicia.

Agora estou aqui, deitada. De novo. Perdi halloween. Não vou poder sair no aniver do marido. E temos uma viagem marcada há um ano pra semana que vem. Joia.....

Agora, esperando uma consulta comum ortopedista.

2 comentários:

luamorzinha disse...

ai, sabe... não entendi o pulinho que vc quis dar. hahahahahahhahaa
e tipo, com a Coral no colo!! hahahahaha
parece eu quando escorreguei na escada com a Pérola no colo...
agora vai viajar de muletas, oras.

Marc disse...

Poxa, apesar dos 4 ossos quebrados, foi uma tremenda sorte nao ter acontecido nada grave com o tal Lisfranc.

Foi justamento o que aconteceu comigo, Fratura de Lisfranc.

Desejo Sorte e fico com pensamentos positivos para que melhores.

Força!