25 de jul de 2013

kate, o parto normal e a cesárea

lembrando que eu tive 3 partos em casa depois de cesárea, pensem se querem ler mais um post sobre parto antes de continuar.

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o bebê real, que, gente, nasceu, ó, como mais um monte de bebês, aposto e foi parto natural.

a mãe magra e pequena que teria sido diagnosticada como "sem passagem por quadril estreito" logo na primeira consulta, teve parto normal.
uau!

e o médico, uau, ARRISCOU o parto normal na esposa do príncipe.
imagina no brasil? nunca que ia acontecer.

que médico corajoso! arriscando um bebê real!

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ah, peraê, né? parto natural - NATURAL é diferente de NORMAL - é muito mais seguro. tem que ser a regra!
é mais SEGURO! entendem?

parto normal é aquele com anestesia, ocitocina, deitada, amarrada, com médico subindo em cima, períneo cortado, etc. pode ter todas, outras ou só algumass dessas intervenções citadas.
parto natural é onde existe o mínimo de intervenção. onde a mulher escolhe como, quando, onde e com quem. algumas vezes acontece no ônibus, no carro, na espera do hospital, etc. geralmente tem uma equipe pronta para ficar esperando dias ou intervir quando e SE considerar necessário (lembrando que é raro, muito raro).

sim, em ALGUNS raros casos, a cesárea é mais segura.

mas não digam que cesárea e parto normal são iguais. porque não são.
se fosse, a OMS não recomendaria o máximo de 15% de cesáreas.
(no brasil estamos com quanto? 52% de cesáreas?)

a grande maioria de nós pode ter parto natural, se quiser. se não quiser, parto normal ainda é mais seguro. cesárea só escolhe quem não sabe o que está escolhendo. quem sabe, não vai querer cesárea.

e, ok, eu tive por circular de cordão e baixo líquido. fulana teve por pressão alta. a outra por já ter uma cesárea. a outra porque tinha unha encravada. outra porque estava com infecção urinária. uma porque tinha problema no fígado. e uma, então, porque o pé do bebê estava enroscado na costela (esse eu ouvi na sala de espera do médico). todas necessárias. não porque arriscassem a vida da mãe e/ou do bebê. porque arriscavam o final de semana ou o sono de beleza do médico.
e isso é violência. violência obstétrica. que é mais uma das formas de violência contra a mulher.

agora deixa a nova mãe descansar e amamentar o bebê dela.
que eu vou amamentar a minha bebê de 15 meses.

sim, foi só mais do mesmo.

quem quer ver mais, vão ver o renascimento do parto, nos cinemas, dia 9 de agosto. e me leva.

2 comentários:

Thaís Helena disse...

Isso mesmo minha xará! Sem meias palavras, o que falta pra essa gente é cultura tipo de Leboyer, Michel Odent... mas eu tenho fé que um dia chegaremos lá (de onde não deveríamos ter nem saído!).
Bjs e adorei o texto!

Mari disse...

Como sempre, muito oportuno.
Eu adorei o fato de ela sair, linda, radiante e com bebê em braços escassamente 24 horas depois do parto, coisa que difícilmente é possível após uma cesárea, não é mesmo?