Ai, sabem, antes da Melissa nascer, eu sempre imaginei que eu teria uma parte da minha vida que não incluísse filhos. Sempre achei que mãe e filhos devem estar juntos na hora de dormir, dar boa noite, sair nos finais de semana, mas que durante a semana, a mãe seria simplesmente mulher.
Como essa ideia é cultuada, não?
E é tão errada!!!
Durante a gravidez, mãe e filho são um só ser, unido fisicamente. Mesmo que o bebê tenha DNA diferente, ele precisa passar boa parte do tempo dentro da mãe para sobreviver. Certo? Então todo mundo trata a grávida bem.
Daí nasce, corta o cordão e acabou?
C'est finite?
Gente, claro que não!!!!! A mãe é tudo o que o bebê conhece. A mãe é a fonte do alimento. É a fonte do aconchego. É a lembrança do útero. É a mãe! Não tem como dizer que tendo fralda, roupa, plano de saúde e leite o bebê vai ficar bem sozinho, porque não é verdade!! Que me desculpem os homens, mas eles ( vocês ) nunca vão saber a intensidade da ligação entre uma mãe e o seu bebê. Especialmente quando ele é pequenininho.
Então, quando se diz que não vai faltar nada para o bebê, pense e repense. Nada, mesmo? A gente dá condições da mãe ser mãe? A gente ajuda, suporta, conforta? Porque isso é tudo o que a gente pode fazer para o bebê, queridos. Se a mãe está bem, o bebê está. E incluo aqui as que jogam seus filhos no rio, enterram e tals. Porque elas não estavam bem. Se estivessem, eu aposto meu fígado, elas não o teriam feito.
E aqui, que me desculpem as mães que saíram para trabalhar por qualquer motivo (e eu admiro vocês), mas mãe é mãe. Mãe e bebê são duas partes que podem funcionar separadamente, mas que funcionam 500% melhor quando estão juntos.
E mãe não é avó, não é babá, não é tia da escolinha, tia, prima, irmã, vizinha. Por mais que elas façam parte da vida do bebê, que amem, que cuidem, elas não são mãe. E esse mundo está mais precisado de mães do que de qualquer outra coisa.