27 de out. de 2005

Bruxaria

Que toda mulher é meio bruxa, todo mundo sabe.

Que as mulheres da família da minha mãe são muito bruxas, quem conhece, sabe.

E eu?
Acho que sou.

Eu não faço coisas se mexerem, nem vôo em vassouras (infelizmente), nem mexo o nariz e faço coisas acontecerem. Não é de coisas assim que eu estou falando.

É de pressentimentos, de sonhos que acontecem, de coisas que a gente quer muito e vêm, de ver/ouvir/sentir coisas que ninguém mais vê/sente/ouve, essas coisas.

Eu sempre quis ser normal. Sempre. Mas o que não é, não é.

Tem muitas coisas assim.

Quando eu quero muito alguma coisa, ela vem. Pode demorar, mas ela vem. Sempre.
A Melissa é uma delas. Exatamente como eu sempre quis. Não o parto, porque desse eu não tinha convicção nenhuma. Mas ela.
Bebê caaaaaalmo caaaaaalmo, sempre educada, inteligente, carinhosa....
Esses olhões, os cílios lindos, compridos, a boca e o nariz delicados, o cabelo... ai, o cabelo.... Tá, ele está alisando um pouco. Mas não tem problema..... Continua lindo.
Ela é a menina mais linda e perfeita que eu já vi. Exatamente o que eu sempre sonhei.

Para quem não sabia, a anjinha que eu tenho nas costas foi desenhada pensando na menina que eu queria ter. E tive.
A tatuagem é de.... 2000, acho.

Não achei a foto da tatuagem, nem o desenho original.... Hummm...
Mas é...... linda.

24 de out. de 2005

Independência... humpft.

João começou a almoçar a jantar quarta-feira passada.
Ele AMA a coisa. Minha avó faz a sopinha e dá. Ele come que é uma beleza. De deixar qualquer mãe orgulhosa e feliz.
"É um bom momento pra retomar uma parte da vida."
"Vou poder sair, ir ao cinema, fazer um curso, voltar a estudar, entrar na academia..."

Mas NÃOOOOO!!!
Pra mim está sendo um martírio. Não está sendo o começo de uma nova etapa. Está sendo é o FIM da amamentação exclusiva, que eu gostava tanto. Snif snif snif snif snif snif snif.......

Tá. Ele engordou super pouco nos últimos 2 meses (meio quilo, ou pouco mais que isso). Mas está bem, saudável, feliz...
Tá, ele já tem dente e já senta. (Adeptos da macrobiótica dizem que a alimentação deve começar quando nasce o primeiro dente e a pediatra disse que deve começar quando a criança começa a sentar, que é quando ela consegue deglutir alimentos)

Ah, mas eu estou sentindo falta. Já.
Eu gosto taaaaaaaaanto de amamentar...... Acho tão lindo o jeitinho que ele segura a minha mão..... snif snif snif snif...

Eu queria taaaaaaaaaaanto não ter que dar comidinha pra ele que ele sente.
Todas as vezes que eu tentei dar a sopa pra ele, ele só cospiu. Ficava soprando a comida da colher.

Ai..... vou precisar superar essa. Facada. Humpft.

Terapia, terapia.........

21 de out. de 2005

prioridades

Eu acho que todo mundo deve definir as suas prioridades antes de qualquer coisa.
Depois de definidas, começar a fazer promessas, a planejar os dias, os finais de semana.

Eu ODEIO quando alguém promete alguma coisa e não cumpre. Qualquer coisa.
Se não vai cumprir, não promete, saco.

17 de out. de 2005

Das dor - por Roselene

Vou postar, com a devida autorização da autora maravilhosa, um texto sobre a dor do parto. Lindo. Vale a pena ler, quem tiver interesse. Foi uma mensagem que ela mandou pra um grupo de discussão na intenet.

Vivi de Curitiba, MUITO em especial pra você.

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Bom.

A gente pode dissecar a questão da dor de infinitos modos. Sempre haverá uma maneira diferente de compreendê-la... Meu desejo seria poder escrever um texto tão sensível que fizesse todas as mulheres compreenderem o sentido da dor e aceitarem-se aliadas a ela ao invés de armarem-se para combatê-la. Mas sei que isto não é possível, porque meu texto será único, e as mulheres, infinitas em suas vivências e imagens da dor do parto construídas ao longo de suas vidas, mais ou menos maleáveis.

A dor (do parto) não é uma grandeza absoluta. Não mede xis unidades de qualquer coisa. Ela é relativa, e a múltiplos fatores combinados entre si, físicos e psíquicos, conscientes e inconscientes, e a combinação de todos eles produz a percepção psíco-física individual.

Não existe uma dor absoluta denominada "dor do parto". Mas quero deixar bem claro o que significa isso que acabei de dizer, e a principal coisa que isso NÃO significa é que a dor não exista. Porque o potencial pra doer beirando o insuportável é enorme. A probabilidade de sentir a mais punk das dores é esmagadora. Sim, há quem não sinta nada, mas é exceção. Não contem com isso.

Dói tanto porque o parto humano é o que apresenta a relação céfalo-pélvica mais estreita da natureza. Um dia resolvemos descer das árvores e caminhar sobre duas pernas. Outro dia resolvemos engrossar nossa camada de neo-córtex cerebral. Bípedes e cabeçudos, porque somos metidos a não ser bestas. E na hora de parir nossos filhotes... agüenta aquele canal estreitinho onde mal se conseguia enfiar um ob dilatando até 10cm de diâmetro pra passar um bitelão de 4kg... Dói, mas literalmente, passa.

Essa dor alucinante pode ser reconhecida como suportável quando a mulher, em primeiro lugar, ACEITA a participação dessa dor no trabalho de parto. A atitude em relação à dor poderia então ser de aceitação de alguma coisa que faz parte da natureza do nosso corpo. A dor (do parto) não é alguma coisa a vencer, não é alguma coisa contra a qual devemos lutar, porque ela não resulta de uma patologia, ela não
sinaliza alguma coisa que está errada, como uma fratura, por exemplo. Não. Ela sinaliza o processo fisiológico do parto. Essa dor é alguma coisa que só falta a gente enxergar que é aliada. Ela te deixa irritada e vc expulsa da sala quem tá sobrando, e vc não teria coragem de fazer isso se estivesse sóbria. Ela te leva a fazer força, ou a se contorcer, a gritar, gemer, e entre as contrações os intervalos são indolores e vc pode relaxar. A dor intensa leva ao transe, e esse transe tem que ser aproveitado, ele faz parte. E vem de dentro. Você não precisa de anestésicos, perneira, ordem pra fazer força, fórcipe. Você precisa de liberdade para vivenciar seu parto.

A dor do parto É você, que não deveria deixar esta parte de você ser subtraída por uma covardia que vem de fora. Quando uma mulher faz opção pela anestesia, certamente não foi pelas mãos dela que aquele aparato todo foi disponibilizado. Existem séculos de uma cultura desfeminilizante costurando essa rede em que se cai tão facilmente,
como eu mesma caí nos meus partos. É o médico que precisa da anestesia, são os outros que precisam do conforto de uma mulher parindo quietinha, como uma boa menina.

E tem outro aspecto que eu acho muito interessante que é a coisa do ritual de passagem. Nós cultivamos algumas manifestações externas de rituais, como casamentos, batizados, bar-mitzvahs, aniversários, festas da primavera, e essas festas refletem a nossa necessidade humana de marcar as passagens das fases, de criança inimputável para o adulto responsável, da vida individual para a vida em família, de um período de dureza para outro de fartura, enfim, quando passamos de uma fase para outra sem essa marca fica faltando alguma coisa. É da nossa natureza. Tive um tio que foi tratado com hormônios nos anos 40 para acelerar seu crescimento. Na verdade ele foi cobaia das primeiras experimentações com hormônios no Brasil. De um dia para o outro ganhou pelos pelo corpo, engrossou a voz, a adolescência que deveria prepará-lo vagarosamente para a idade adulta veio num turbilhão que ele não deu conta e ninguém à volta dele compreendeu.
Ele enlouqueceu.

Assim é com o parto. Quando se tenta ao máximo passar por ele como se nada tivesse acontecido - e o ápice disso é a cesárea eletiva, está-se pulando um ritual fundamental para o início da maternidade. E o efeito cascata começa: dificuldade de estabelecer vínculo com o bb, depressão pós-parto, "falta" de leite, intolerância ao comportamento do bb. O parto normal cheio de intervenções, do qual se diz "ah, foi uma beleza, não senti na-da!!! fiquei ali, conversando, e em xis (poucas) horas o bb nasceu!!" não é muito menos maquiagem da passagem. Sim, "de repente" o bb estava ali. E ela não precisou fazer nada. Inicia-se a maternidade com a sensação de que "não é preciso fazer nada" para ser mãe. E começa a transferência de responsabilidade... impulsionada pela sensação inconsciente de que a maternidade moderna NÃO PODE ser trabalhosa.

E esse caráter trabalhoso que a maternidade efetivamente tem, não é, como nossa sociedade acredita, um sofrimento, um castigo do qual devemos nos livrar. Ao contrário, ela contém o extremo prazer que sentem as pessoas que superam desafios, que começa pela superação da própria gravidez, convivendo por exemplo com enjôos e mudanças no corpo e na vida como um todo sem a compulsão de querer lutar contra
isso. É irreversível.

O processo do parto vem sendo aprimorado há milhões de anos (ou milhares, depende do critério), e a humanidade definitivamente não aperfeiçoou este processo, apenas o corrompeu nos últimos anos. Anestesia, ocitocina na veia, posição horizontal, raspagens, submissão a alguém como dono do parto, kristeller, episiotomia, tudo isso num trabalho de parto que está transcorrendo sem intercorrências, não é evolução: é perversão. Das grossas.

Você e seu bb não precisam de mais nada além dos seus corpos com seus hormônios para permitir o nascimento. Mas não esqueça de ter alguém pra te dar uns beijos na boca** e pegar seu bb!

E ainda faltou falar um monte de coisa, como por exemplo o arquétipo da dor como sofrimento herdada do castigo dado a Eva. Vou procurar uma msg em q falo sobre isso...

16 de out. de 2005

Surpresas e super-proteção

Cada dia que passa, eu me convenço de que superproteção atrapalha.
Atrapalha. De verdade.

E quando escondem alguma coisa só pra "não te preocupar", é um saco.
Pior ainda quando a gente descobre por outras pessoas e é pêga tão de surpresa que fica sem ação.

E a graça em pessoa fez isso outra vez.

O pior foi a coincidência (ou não) disso tudo.

Eu falo que nunca mais quero ouvir uma palavra dessa pessoa se ela não se pronunciar logo.
Ela não se pronuncia. Mas não porque concordou em nunca mais dirigir a palavra a mim e sim porque achou que eu "ia ficar preocupada".
Ela nem chegou a ver a minha mensagem. Simplesmente porque não podia. Não tinha conseguido. Talvez a perna faltante no cromossomo Y faça, realmente, muita falta.

E qual a surpresa?
A graça chegou.
Ligou de Frankfurt (Alemanha), dizendo que estava voltando pra casa, e que não tinha ligado antes porque estava internado.

Agora me diz, por favor, se eu mereço?
Sofri por 3 dias achando que o casamento tinha ido pro beleléu.
E a pessoa não me avisou que estava internada (por intoxicação alimentar) por 2 dias porque eu podia ficar preocupada.

Ah, tenha dó.

Deu até vontade de atropelar aquela pessoa vários quilos mais magra.

Agora.... eu fiquei foi aliviada ao saber que ele tinha ficado internado. Hehehheehehheheh....
Mulheres...

14 de out. de 2005

Som alto e funk

Pessoas queridas...
Eu só preciso de um tempo pra digerir o que está acontecendo, pensar de cabeça fria. Não gosto e nem quero ser injusta.

Hoje (quinta) fomos ao clube, levar as crianças pra aproveitar o sol.
A gente estava no parquinho, porque Mel e Juca estão com tosse, então não podiam entrar na piscina (ordens minhas). O parquinho fica bem grudado com a área de churrasco.
Teve um infeliz barrigudo com uma bermuda azul roial com desenhos brancos que colocou música no carro. E foi aumentando, aos poucos.
Começou com samba (Raça Negra, Katinguelê, essas coisas - e, sim, eu conhecia e sabia a maioria. Tenho loja de CD, pô!). Aí ele resolveu dar uma de rockeiro e colocou Scorpions. Eu ODEIO Scorpions. Brega demaaaaaaaais.. Dava vontade de vomitar. E o filho da p*ta aumentou até o último volume.
Eu ia lá reclamar, mas minha mãe não deixou. Humpf. Agora vou agüentar essa coisa entalada na garganta por um mês.
Pra terminar, não podia faltar o funk. Pra um babaca metido a novinho que nem aquele tiozinho, precisava. Ele, com aquela bermuda (quase) surfista, um amigo (?) e a esposa (?). Um melhor que o outro, todos dançando funk. Sem noção. Vou ter pesadelo pro resto da minha vida.
E o pior é que começou naqueles funks com letras não tão "pesadas". Mas ele se rebelou e colocou uns tão ridículos.... Quando começou com "Só porque não f*deu comigo vai ficar me dEfamando (com E)? Eu dou pra quem quiser, a p*rra da b*ceta é minha"..... Aí eu estressei. Catei meus filhos, as malas, o carrinho e fomos embora.

Ah, como pode???
Eu já estava irritada. Como pode uma (ou 3) pessoa não ter a MÍNIMA noção de RESPEITO?? Como um clube pode deixar um cara ficar ouvindo música (de qualquer tipo) naquele volume?
Brasileiro é uma bosta.
Ai, que raiva.

Quebrada....

Eu estou machucada.
Inteira.

Sabe quando aquilo que parecia eterno? Aquilo que a gente jura que é pra sempre?
Quando acaba, machuca.
Muito.

E é assim que eu estou.

13 de out. de 2005

Canseira...

Eu amo meus filhos de um jeito inexplicável.

Mas eu ando tão cansada. Tão cansada....
Tem horas em que eu gostaria de poder sumir. Por meia hora.

Estou gripada, eles também. Aliás, todo mundo nessa casa ficou doente.
Por causa da gripe, estou com a pressão baixa: tontura o dia inteiro.
Dei um mal jeito nas costas que está me deixando acabada.
Não durmo mais de 3 horas seguidas por noite.
Não consigo prestar atenção em nada.
Fico de 10 em 10 minutos vindo ver se alguém manda notícias.

Ai...... Quero dormir...

12 de out. de 2005

Dona Thereza

Minha avó hoje é uma velhinha japonesa típica: fala enrolado, baixinha, cabelos tingidos, mas com as raízes brancas, com aqueles vestidos típicos, teimosa, orgulhosa e adora bingo.
Mas ela fuma, adora jogar baralho e video-game.

Ela é uma das mulheres mais guerreiras que eu conheço. Desde pequena sempre lutou. Sempre.
É o pai alcoólatra que não dava comida pros filhos pra comprar bebida, é madrasta, é 85 irmãos (tá, não chega a 85, mas passa dos 10). Ela é a segunda filha do primeiro casamento do pai. A mais velha se casou cedo e saiu de casa. Então, toda a responsabilidade por tudo caiu nas mãos dela. E ela levou tudo.

Se casou com o meu avô, Hazime. Tiveram 2 filhos: Meire (minha mãe) e Roberto Bozó com 18 meses de diferença. O incrível é que ela cuidou dos dois, sozinha porque meu avô era guia de turismo, então viajava sempre, e ainda cuidava dos 500 irmãos dela e do meu avô. Fora os pais do meu avô.
Quando minha mãe tinha 2 anos e meu tio 6 meses, meu avô sofreu um acidente de carro. Ficou em coma. Perdeu a memória. Minha avó estava com 2 filhos pequenos e 500 crianças pra cuidar. Ela precisava trabalhar. Fez um curso de cabeleireira e abriu um salão na sala da casa. E trabalhava das 6 da manhã até a meia-noite. E ainda cuidava de todo mundo.
Ela conseguiu, naquela época, colocar aparelho nos dentes dos filhos. Conseguia juntar dinheiro pra comprar um chinelo ou uma boneca quando minha mãe (que vivia doente) tinha que operar ou ficar internada. Conseguiu manter vivo o capeta do meu tio (capeta, mesmo).
E ainda teve mais um filho, 10 anos depois da minha mãe, o Milton.

Não sei como, mas ela cuidou de todo mundo. TODO MUNDO.
Ela ajudou todo mundo a criar os filhos, a se ajeitar na vida.
E continua ajudando.
Ano passado ela estava cuidando da Yuka, filha do Milton.
E aqui estou eu, debaixo das asas dela. Eu e os meus dois filhotes.

De vez em quando, eu tenho vontade de sair correndo pra não ouvir o que ela está falando. Mas ela não desiste. E fala, mesmo, na sua cara. O que quer que seja.
Ela cozinha como ninguém. E junta o pouco dinheiro que consegue pra comprar Gyoza pra mim, doce pras crianças, um presente de natal.

É a dona Thereza.
Esposa do Hazime.
Mãe da Meire, do Roberto e do Milton.
Avó da Thais, Tatiana, Luciana, Renata, Larissa e Gustavo (em ordem cronológica).
Bisavó do Igor, da Melissa e do João.
Com seus 71 aninhos de vida bem vividos.

9 de out. de 2005

Micão bem no portão de casa

Bom... lá vou eu.
Ontem, fui almoçar no Mc Donalds com minha mãe e as crianças.
Deixei ela na loja e vim embora. Como os dois estavam dormindo, deixei o carro pra fora de casa.
Algumas horas depois, resolvi guardar o carro. Abri o portão, mandei os cachorros pra dentro e liguei o carro.
Fiz cagada atrás de cagada. Foi incrível. O carro morreu umas 560 vezes. Demorei uns 40 minutos.
Eu não sei que diabos eu fiz que eu não podia ir pra frente (que batia no portão) nem pra trás (que batia no carro do vizinho).
Eu parei, olhei pra Melissa (que estava comigo no carro) e pensei "cara***. E agora?".
Enfim, minha avó veio ajudar e só falou gritando:
- Ai, vai bater!
O vizinho esperto ouviu e saiu correndo, tirou o carro. Heheheheheheehhe...
Aí eu consegui guardar.
Ai ai.........
A vida é bela...

6 de out. de 2005

6 meses de João

E hoje é o meu bebê que vai completar 6 meses.

Foram seis meses muito gostosos. Estressantes, cansativos. Mas foi tão bom......

Quando eu estava com uns 5, 6 meses de gravidez, eu comecei a pensar se a gravidez tinha sido ou não um engano.
A Melissa era um bebê, ainda. Mamava, mal andava. Como eu podia querer outro bebê?
Aí me veio na cabeça: não. Eu não queia outro bebê. Queria outro parto. Uma nova chance.
E eu me arrependi. Choreeeeeei....

Mas, um pouco antes dele nascer, eu lembrei de quando eu e o Bhuda começamos a pensar se era a hora. E a gente decidiu juntos. A gente via a Melissa, no auge dos 7, 8 meses, e achava que ela era grande. Que não era mais bebê. E a gente sentiu saudades daquela coisinha que mal conseguia virar a cabeça pra procurar pela voz. E a gente queria, mesmo, filhos com idades próximas.

Isso me deu um alívio tão grande....

E depois veio O parto. Junto com o parto, veio o João.
O João. Lindo, magro e japonês. E eu me apaixonei. Como pude me arrepender de ter engravidado?
A cada dia, eu me apaixono mais.

Quando eu vejo aquelas famílias com 3, 4 crianças pequenas, eu fico babaaaaando de vontade. Tipo Ana Carol. Acho o máximo......
Aí penso: quero outro. Agora.
E eu olho pro João. Paro. Penso.
Continuo olhando.
E decido o que eu já tinha decidido antes: outro filho, só quando a Melissa e o João forem grandes.
Agora, quero mais é curtir cada fase do desenvolvimento de cada um. Sem a ansiedade que eu tinha quando era só a Melissa.

Claro que, se vier, vai ser bem vindo. Mas vai ter sido irresponsabilidade. Hehehe.

Mas eu quero tanto que o João fique bebê...... pra sempre... ai ai...
É tão lindo ver ele aprendendo a segurar as coisas, a se equilibrar e sentar, a soltar as mãozinhas, cair, sentar de novo, soltar as mãos de novo...
Que pena que essa fase voa.....

Desarmamento - minha indecisão

Ok.
Obrigada pelas respostas.

Vou dizer os meus motivos da indecisão:
- Arma de fogo em casa causa acidente;
- Arma de fogo em casa pode ser usada para crime passional, assassinato impulsivo em briga ou coisas assim;
- Muita gente é assaltada porque tem uma arma e essa arma é, muitas vezes, usada depois em crimes.

Masssssss....
- Polícia não ajuda ninguém;
- A grande maioria das armas de criminosos vem ilegalmente, então não adianta NADA proibir o comércio de arma de fogo pra esse fim;
- Se ninguém de bem tiver arma, TODOS vamos ser alvos mais fáceis;
- E porque diabos alguns podem e outros não?

5 de out. de 2005

A vida

Tá.... meus filhos são chiliquentos.
Sim.
São anti-sociais.
Sim.

Mas são MEUS. E lindos. E vocês adoram eles. Mesmo não sendo recíproco. Hahahahahaha.....

Ai ai.... e ainda faltam vinte e tantos dias pro Bhuda voltar.

E eu tenho que ir votar nesse referendo. Ainda nem decidi........
Vocês são contra ou a favor da proibição do comércio de armas?

3 de out. de 2005

E 24 meses voaaaaaram....

Minha bonequinha mais linda faz 2 anos hoje.

Fazem 2 anos, já. DOIS ANOS!

Parece que não faz nem.... dois meses!

Eu ainda sinto como se fosse ontem o medo que eu tinha de sofrer um aborto.
Lembro dos enjôos. Da vez que eu desmaiei no guardinha da Vila Madalena e eu descobri que estava grávida.
Lembro da briga que eu tive com o meu pai sobre a gravidez.
Ainda lembro do dia que a gente contou pra Pira e pra Lê (nessa ordem), direitinho.
Lembro da primeira mamadeira e da primeira roupinha, que vieram junto com o meu ovo de páscoa.
Lembro da aula de farmaco que eu fui com o macacão de grávida e assumi a barriga pra quem quisesse ver, ouvir e saber.
Lembro do chá de bebê. De abrir os presentes. E comer resto por 15 anos.
Lembro da ida ao Brás pra comprar as coisas que faltavam.
Da última consulta do pré-natal.
Da ida pra maternidade. Da anestesia horrorosa. Da cesárea feia.
Mas lembro mais do primeiro chorinho. E de olhar pro pezinho lindo e igual ao meu quando a enfermeira trouxe pra eu ver, ainda na sala de cirurgia.
Lembro da hora em que a enfermeira do berçário veio pedir a roupinha pra colocar nela antes de trazer. Da bagunça que a gente fez. De como a gente era bobo.
Da primeira fralda, que a gente trocou ainda na maternidade, escondido, e demorou 30 minutos.
Lembro das primeiras mamadas doloridas e sem leite, sem colostro.
Lembro do primeiro chorinho, já em casa.
Da primeira risadinha dormindo e mamando.
Da primeira visita à praia.
Da primeira gargalhada e dos pais retardados chacoalhando a menina a madrugada toda.
Da primeira papinha.
Dos primeiros dentinhos.
Da pneumonia. Da internação. De como ela fazia bonitinha as coreografias de mãos nas músicas que a gente sabia.
Das aulas de música de BH.
Da viagem pra Tiradentes-Congonhas.
Das aulas de natação no Fontanelli.
Dela aprendendo a sentar sozinha: ela deitava de barriga pra baixo, abria as perninhas, com as mãos ia empurrando o corpo pra cima e tcharam!
De quando ela andou sozinha pela primeira vez.
De quando ela aprendeu a falar frases.
Da voz dela falando "neném" quando o João nasceu.
Dela dormindo com o "caincu" (vulgo edredon) e a girafa.

E tudo isso parece que foi ontem.................
Como pode já ter passado 2 anos?????

E eu amo amo amo amo amo amo amo amo amo..............

2 de out. de 2005

Pronto

Eu só precisava chamar a atenção.

Hoje revi pessoas queridas, que me fizeram sentir bem.
E pronto!
Toooooda a raiva passou.

Ai, como é bom ter amigos.

1 de out. de 2005

Teste de paciência e persistência e inteligência....

Que eu não tenho. Muito menos ontem.

http://www.meuorkut.com.br/mensagens/flash/teste_qi001.swf

Pra quem quiser fazer. É legal.
Eu só consegui com a ajuda da minha priminha Luciana. Mesmo assim... sofremos.