30 de ago. de 2005

Igor


Esse menino foi a primeira criança a me deixar boba.
Um menino que nasceu todo feinho, japonêêês....
Que mamava passando a mãozinha no rosto da mãe. E isso me deixou morrendo de inveja dela. Da minha irmã. Pela primeira vez. E eu queria muito ser mãe.

Ele era um bebê calmo, risonho, brincalhão, sapeca. Ficava dançando sentado, quando não engatinhava, na frente da TV. E parava tudo o que estava fazendo pra ver a Vera Fisher na TV. Eu adorava cuidar dele quando a minha irmã ia pro cursinho. A gente brincava pra valer. Enquanto eu não chegava, ele ficava com a minha mãe, na varanda da casa, me chamando. Ele falava certinho : thaissssss!
Ele comia muito feijão. Adorava. Ele pegava as cebolas e comia com uma vontade enorme, apesar de hoje não gostar mais.
Ele tem a sinceridade comum às crianças. Ele é uma criança extremamente carinhosa. Ele é cuidadoso com os menores.
Hoje, tem 4 anos. Está enorme. E lindo.
Eu não o vejo muito, mas penso nele sempre. E quero que ele esteja sempre bem.
Uma pena a minha irmã não querer mais filhos, porque esse menino é uma coisa linda e merece um irmãozinho.

Igor, a tia Thá ama você. Quando sua mãe ficar muito chata, liga que eu vou te roubar. :oÞ

27 de ago. de 2005

Segredo!!

Vou contar uma história minha, muito velha. Do meu primeiro dia de aula no Japão. Uma coisa que sempre ficou na minha cabeça e que nunca foi embora. E que poucas pessoas sabem. Porque eu morria de vergonha de contar.
Agora já não tenho mais vergonha, então, lá vai:
Primeiro dia, não conhecia ninguém, não sabia falar japonês, não sabia da rotina, nada. Uma brasileira que estudava lá foi me buscar pra me deixar na minha sala. Nem lembro o nome dela.
Cheguei, o professor apontou uma carteira vazia. Sentei. Ele começou a falar umas coisas que eu não entendi. Fiz cara de interrogação e continuei sentada. Ele continuou falando. E assim ficamos por uns 10 minutos. Até que ele me pegou pelo braço e me puxou pra frente da sala. E falou meu nome e mais um monte de coisa que eu não entendi. Depois me deixou ir sentar, falando um monte de coisa. Eu sentei e ele continou falando. Eu pensei "ave, que japonês mais chato, meu. Vai chamar aquela menina.". Aí a menina que sentava do meu lado (lá as pessoas sentam em duplas) pegou o estojo e o caderno e me mostrou. E apontou pro fundo da sala, onde ficavam as mochilas (que eram todas iguais, mas as dos meninos eram azuis, das meninas, vermelhas). Aí entendi. Mas eu nem tinha caderno, porque minha avó tinha falado com o diretor (?) e ele tinha dito que a escola dava. Putz, comé que eu vou explicar isso? Tirei só o estojo e coloquei a mochila lá atrás, no buraco vazio. Ouvi um monte de japonês gritando. Ai, que horror. Me mandaram colocar onde tinha o número 32. Coloquei. E sentei.
O professor veio e me deu um monte de caderno e livro. Um monte. Eu não sabia qual eles estavam usando, então, fiquei com todos em cima da mesa. Não entendia nada, mesmo.
Ele (professor) passou alguma coisa pra todo mundo fazer. Eu não entendi, não fiz. Ele veio na minha direção. Pensei "pronto. De novo". Ele parou do meu lado, agachou e disse:
- Suguino.
Eu pensei "puta cara esquisito. Que engraçado. Tá falando errado.". E ele insistiu:
- Suguino.
Respondi:
- Leão.

Claaaaaaaaaro que não tinha naaaaaaaaaaaaaaaada a ver com o signo (que foi o que eu respondi).
Suguino é o nome dele.
Também, ó o nome do homem... ai ai.

26 de ago. de 2005

Eu quero é ser feliz

Eu gosto de comemorar meu aniversário com bolo, vela e parabéns.
Eu gosto de comer no Mc Donalds e ganhar o brinde.
Eu ADORO entrar em loja de brinquedo e fico morreeeeeeendo de vontade de levar um pônei, um conjunto de SuperMassa, uma boneca.
Eu quero ir pra Disney.
Eu amo Hopi Hari e Play Center.
Eu adoro colo da minha mãe. E a comida da minha vó.
Parece infantil? Que SEJA!
EU SOU ASSIM. E mais! EU AAAAAAAAAAMO SER ASSIM.
E quem acha ruim, que vá pros quintos do inferno.

25 de ago. de 2005

E o corpo pede calma

Ontem passei mal. Mal, mesmo.
De repente. O João dormindo, eu e a Melissa na sala. E eu praticamente desmaiando.

Nossa, que horror.

E que medo!!!! Medo de desmaiar e deixar a Melissa e o João sozinhos. Que horror.
Argh. Não gosto nem de lembrar.

24 de ago. de 2005

Em qual devo acreditar?

"A esperança é a última que morre" e "O amor supera tudo"

ou

"Persistir no erro é burrice" e "Pau que nasce torto morre torto"

??

20 de ago. de 2005

Coisitchas que estressam

Festa de filho é uma delícia. Eu adoro. Fazer, pensar, decidir, escolher.
Esse ano vai ter a segunda festa da Melissa. Já se foram quase 2 anos. Muito tempo.
E a gente já começou a pensar na festa, no dinheiro, na comida. Tem tanta coisinha pequena pra gente pensar e decidir que estressa.
Ainda mais eu, que não consigo parar de pensar em uma coisa enquanto não estiver tudo resolvido.
Os convidados estão quase decididos. O convite está quase pronto. A comida, a gente vai ter que arrumar mais pra perto, claro. São tantos detalhes.....

18 de ago. de 2005

Já foi...


Passou, passou.

Estava triste, porque eles são sempre tão bonzinhos e bem no dia D eles resolvem dar escândalo?

Eu fico irritada, brava, estressada, cansada, triste.
Amo meus filhos mais do que tudo. Mas isso não tira de mim as emoções que vêm depois de um sonho quebrado.
É UM dia do ano que eu gosto de ter pra mim, que eu quero do meu jeito. Um único dia. Eu fiz planos, eu queria comer com eles, brincar com eles, rir com eles. Não dar bronca, segurar.

Mas passou.
A Melissa foi até o quarto dela, pegou um arquinho de cabelo, colocou na cabeça. Eu falei que ela estava linda. Ela foi correndo no quarto, pegou outro e trouxe pra mim. Falou "Cabexa, mamãe. Linda.". Ai ai....
Foi o suficiente.

O aniversário

Acordei e fui pro banheiro. Olhei o espelho e um bilhete colado no meio de uma declaração de amor. Pensei "O dia vai ser bom!".
Olhei no relógio e vi 9:10. Mais uma vez, "Caraca, o dia vai ser bom".
Deitei o João no sofá e a Melissa no colchão da sala, fiz o leite dela, troquei a fralda dos dois, fui tomar meu leite, liguei a máquina de lavar roupa e vim pro computador. Deu tempo de olhar todos os blogs, comentar os com posts novos, ler e-mails, ver as mensagens do Orkut. Fui deitar do lado da pequena, no colchão. Ela me abraçou. Ficamos lá por uns 20 minutos. João reclamou, fui pegar o bicho pra dar de mamar. Ele mamou. E fez um cocô daqueles. Vazou pela frente,por trás e pelos lados. Maravilha! Tem roupa deles na máquina, agora. Troquei o menino correndo e coloquei a roupa na máquina. Troquei a fralda da Melissa, de novo, que ainda está deitada. Fui arrumar a mochila e separar as roupas pra gente ir almoçar e dar uma volta no shopping. Aí, os dois choraram. Peguei o João, chamei a Melissa e fui pro quarto. Ela não vem e fica chorando. Voltei, peguei no colo, levei pro quarto, coloquei na cama. Ela continuou chorando. E pensei "Ah, começou tão bem.... não via ficar ruim agora". Expliquei o que eu estava fazendo, conversei e ela foi acalmando. João dormiu na cama.
Dei almoço pra ela. Não comeu NADA.
Troquei a minha roupa, a dela e ficamos esperando o Bhuda. Ela foi deitar no colchão e começou a chorar pedindo leite com chocolate. Falei que não, que a gente ia passear. O Bhuda chegou e ela continuou pedindo. Não demos e saímos.
Os dois dormiram no carro.
Chegando no Outback, pedimos a cebola. Comemos. Pedi minha salada e a batata recheada. O João começou a gritar. Ele não parava. Nem no colo, nem no peito, nem de jeito nenhum. Tive que ir pro banheiro, pra tentar acalmar o bicho. Demorou uns 20 minutos, mas ele acalmou. Voltei pra mesa. Comecei a comer a minha salada, correndo. A Melissa começou a chorar. O Bhuda tentou acalmar a menina, mas ela não acalmou. Pedimos a conta e fomos embora. Nem comer eu consegui.
No carro, ela ficou chorando que queria o edredon e ele tinha ficado em casa. Foi chorando metade do caminho. Dormiu no resto.
Em casa, João teve outro ataque. Tiramos a roupa dele e o Bhuda foi passear com ele no sling. Ele não parou. A Melissa foi atrás, sem roupa, também, claro.
E eu fui fazer meu bolo. Que triste. Fiz. Dei de mamar pro João, que não mamou, mas acalmou só de vir pro meu colo.
Lembramos que a gente precisava ir ao mercado. Fui colocar uma camiseta na Melissa e ela começou a chorar e reclamar que estava doendo. "Onde, filha?". Ela apontou a barriga. "Na barriga?". E ela apontava no pé. "No pé?". E ela apontava a cabeça. Enfim, ela apontou em todo lugar que existia. Coloquei a camiseta e fomos. João dormiu no sling, no mercado, mesmo. A Melissa ficou bonitinha. Dormiu no carro, a 2 minutos de casa. O Bhuda deitou a baixinha no colchão da sala e ela ficou.
Fui colocar o João pra dormir, mas ele acordou. Então, aproveitei pra encher a banheira e dar banho. O Bhuda chegou e foi dar banho. João chorou do começo ao fim. Fui colocar o João pra dormir. Dormiu rápido. O Bhuda, achei eu, tinha ido decorar o bolo. Quando cheguei, ele estava me esperando pra decorar o bolo. Quase dei um soco nele. Ele foi decorar o bolo, eu fui acalmar o João e depois, ler a revista que a gente comprou.
Bhuda terminou de decorar o bolo e eu pedi pizza. Ele foi comprar. Quando ele chegou, a Melissa acordou chorando. Mas quis ir comer a pizza. Fomos. A Melissa comeu só as azeitonas e começou a chorar que queria mais (mas nem tinha). Não quis mais comer e foi deitar. Deitada, começou a chorar me chamando. Fui lá e gritei alguma coisa do tipo "Que é, Melissa? Eu estou comendo! Você vai ter que esperar!". Ela virou pro ladinho meio chorosa e aquilo me cortou o coração. Até perdi a fome.
Terminei o pedaço de pizza que eu estava comendo e fui lá deitar com ela. Ela ficou me empurrando. Eu saí e ela começou a chorar. Deitei de novo.
O Bhuda arrumou a mesa pra gente cantar parabéns, mas ela ficou fazendo manha.
Ficamos esperando ela parar de manha. Fomos pra mesa, cantar parabéns. Ela ficou comendo granulado e neeeeem tchum. Eu estava péssima.
O Bhuda deu banho nela, voltamos pra sala depois fomos dormir. Um horror.

Obrigada, Angelo, por ter tentado. O dia tinha tudo pra sair perfeito. Não foi, paciência.
Eu fiquei triste porque eu espero taaaaaaanto essa data....

16 de ago. de 2005

Sobre mim

Nasci em 16/08/1981, no hospital Cruz Azul, de parto normal meia-boca.
Fui com 9 anos pro Japão e voltei com quase 12.
Tive a Melissa com 22 anos e o João com 23.
Sempre gostei muito de bichos. Desde pequena queria ser veterinária.
Quando a Melissa nasceu, descobri que queira ser mais mãe que veterinária.
Dei meu primeiro beijo com 15 anos.
Sei ler japonês, inglês e, óbvio, português.
Prestei vestibular pra USP 2 vezes. Passei na segunda vez, na segunda chamada.
Tenho 3 tatuagens: uma anjinha, duas flores e um sonho. Tenho um piercing no nariz. Não uso brinco por preguiça.
Estou começando a usar maquiagem. Ainda aprendendo.
Não uso salto alto porque dói.
Minhas roupas são o mais simples possível, pra ser mais fácil de escolher.
Adoro tênis de skatista, bata hippie, calça jeans e twin set.
Quando não saio de casa, fico de camisola o dia inteiro.
Detesto acordar e dormir cedo.
Sempre quis ter cabelos enrolados, mas nunca consegui.
Sempre sofri com espinhas. Agora, também com as estrias.
Usei aparelho nos dentes por quase 10 anos. Uso óculos. Mas eu sempre gostei.
Acho lindo unha comprida, mão feita. Mas não faço.
Acho lindo cabelo curto. Sempre esqueço que eu fico horrível, então sempre corto e sempre me arrependo.
Detesto gastar dinheiro em cabeleireiro, sair pra comprar roupa pra mim.
Fico super irritada quando não consigo alguma coisa que eu quero.
Adoro cinema. Cheguei a ir 3 vezes por semana, por vários meses, sozinha, acompanhada.
Adoro música, fotografia.
Já "trabalhei" na loja de CD dos meus pais, tentei ser veterinária.
Já desisti de pensar em fazer alguma coisa enquanto não tenho segurança em deixar os filhos em escola.
Sou insegura, irritável, preguiçosa, compreensíva, consumista, gulosa, impulsiva, mimada, sugestionável, teimosa, liberal, aberta a todas as opiniões, leonina, mas detesto ser o centro das atenções, medrosa, cuidadosa, geniosa, justa, egoísta, não tenho auto-controle nem sou decidida.
Perco a calma. Grito. Falo palavrão. Peço desculpas.
Falo pouco. Esqueço muito. Lembro de coisas absurdas e esqueço coisas importantes.
Detesto mudanças.
Prefiro calar a boca a bater boca.
Quero que saibam o que eu quero sem ter que falar.
Falo coisas que não devia. Fico quieta quando não devia.
Me arrependi de algumas coisas que fiz e de coisas que não fiz.
Já precisei ver o mesmo filme várias vezes pra entender.
Já precisei ler o mesmo livro várias vezes pra entender.
Precisei passar por uma cesárea pra entender que eu posso, eu devo e eu mereço um parto natural.
Detesto esportes: praticar, ver, ouvir.
Fui "repetir o ano" a primeira vez na faculdade. E peguei 3 DPs seguidas.
Acho graça em coisas bobas. Mas quando não gosto de alguém, não interessa o quão engraçada essa pessoa seja: pra mim, nunca vai ter graça.
Adoro cozinhar. Adoro comer. Detesto parar de comer.
Adoro desenho: cartoon, mangá, animê.
Adoro ER. Adoro Gilmore Girls. Adoro Lost. Adoro The OC. Adoro Third Watch.
Queria ser uma pessoa mais cuidadosa. Mais ativa. Mais carinhosa. Menos preguiçosa. Mais comunicativa. Mais decidida. Menos medrosa. Menos acomodada.
Queria ficar menos no computador.
Queria ler mais, me cuidar mais, ser vegetariana.
Adoro carne. Adoro churrasco. Mas detesto a idéia do matar o bicho pra comer.
Detesto couve-flor, inhame, jaca, mandioquinha.
Adoro batata-frita, mandioca-frita, a cebola do Outback, a loaded potato do Friday´s, o milk-shake do Rocket´s. E do Bob´s, o sorvete de amora e o de menta com chocolate do Fredíssimo, o sorvete de avelã da Parmalat, o Miss Daisy de doce de leite, salada de rúcula e de alface, brócolis, uma macarronada.
Gosto de ficar fazendo nada. Gosto de tirar foto. Detesto sair em foto.
Quero fazer um curso de fotografia. Um curso de culinária. Um curso de costura.Um de desenho. Um de pintura com lápis de cor.
Quero uma máquina fotográfica profissional e uma máquina de costura.
Quero saber usar a máquina. Fotográfica e de costura.
Adoro ficar olhando a Melissa. O João. O Bhuda. Os três juntos. Ou dois deles.
Queria fazer algumas plásticas, mas tenho medo.
Queria ser mais eu e menos os outros.
Queria ver mais os outros.
Amo Fernando de Noronha, apesar de ter ido uma única vez.
Quero voltar lá. Quero ir pra Disney. Quero ir pra Autrália e Nova Zelândia. Pra Índia e pro Egito. Pra Grécia, pra Itália, pra França, pra Espanha, pra Portugal.
Quero uma casa de 2, 3 quartos, quintal e um quartinho nos fundos pra fazer de quarto de brinquedos.
E, claro, quero mais dois filhos. Quem sabe, um parto unassisted?

Acho que essa sou eu.

Meu pai

Meu pai é um homem cheio de defeitos. Cheio. E daqueles que se acha o perfeito. Ou, pelo menos, tenta se achar. Que não assume os erros, não tem coragem de assumir suas posturas, seus ideais.
Faz muito tempo que não falo com ele. Muito.

Não lembro de muitas coisas de quando eu era pequena. Sei que ele e a minha mãe se separaram, que eles voltaram. Minha mãe conta que eu pedia pra trazer ele de volta. Não lembro de ter sentido tanto.
Lembro de quando eu tinha uns 7 anos, que a gente acordou tarde pra escola (e eu estudava à tarde) e eles pro trabalho. E a gente foi ao Play Center. Foi muito legal.
Do Japão, que ele comprava pão todo dia, passava manteiga, colocava no forno e acordava a gente pra tomar café de brasileiro. De quando ele estava me ensinando a dirigir, que eu queria bater o carro no poste pra ver se ele parava de xingar. De quando eu quase atropelei o velho (hahahahahahaha). Lembro do dia que eu passei na USP e ele olhou pra mim e nem demonstrou felicidade. De quando ele viu o Bhuda pela primeira vez. Das brigas que a gente tinha. De como ele tinha a mania de virar as costas e ir embora quando ficava sem argumentos. De como ele conseguia ser falso (igual, só a minha irmã). Dos dias de bom humor dele, que ele ficava à mesa, depois da janta, e a gente ficava rindo e conversando besteira. De quando ele levava a gente pra escola. Da raiva que eu fiquei quando ele foi comprar passe pra minha irmã, quando brigava comigo quando eu dizia que era longe e que eu cansava de ir andando. Das brigas que ele e minha mãe tinham. De quando a gente achou que ele tinha sido assassinado. Das vezes que eu queria que ele tivesse tomado uma atitude e ele não tomou. De quando eu engravidei da Melissa. Das palavras dele quando soube que eu engravidei do João. De quando ele foi pro Japão.

Eu sinto falta dele. Mas muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito de vez em quando.
Sinto falta, mais, da figura paterna que eu queria que ele tivesse sido sempre, que ele foi de vez em quando. Sinto alguma coisa ruim de pensar que os meus filhos não vão, provavelmente, ter o avô que eu queria que eles tivessem.

13 de ago. de 2005

Coisinhas que eu quero fazer, só que preciso de força de vontade

- Um café da manhã colonial, daqueles com fruta, iogurte, bolo, pão, suco, leite;
- Ginástica;
- Arrumação daquelas, de jogar todas as coisas que não são usadas fora, separar roupa que a gente não usa, etc etc;
- Caminhada, todos os dias, com as crianças (o saco é ter que me arrumar pra sair, já que fico de camisola o dia todo);
- Dar banho nos cachorros;
- Desenhar;
- Estudar;
- Ler;
- Trocar de roupa todos os dias, de manhã;
- Arrumar as fotos em álbuns;
- Arrumar os guarda-roupas das crianças e o nosso.

11 de ago. de 2005

Sooooooooooono.....

Eu sou uma pessoa extremamente dorminhoca.
Durmo muito. Muito. Adoro dormir. Cheguei a dormir 18 horas seguidas, sem acordar nem pra me arrumar na cama.

Antes da Melissa, acordava cedo por causa da faculdade. Tinha que estar no ponto de ônibus às 5:30, então, às 5:00 já estava de pé. Chegava em casa lá pras 8:00, jantava, tomava banho e ia dormir lá pras 22:00, desmaiando.
Depois da Melissa, minha vida voltou ao normal: dormir à meia-noite e acordar depois das 10:00. Depois das 10:00 é qualquer hora depois das 10:00, mesmo. Não só 10:30, mas 11:00, 12:00, 13:00. Ela também é dorminhooooooooooooooca.... Uma beleza!

Aí veio o Juca.
Tinha que ter um que puxa o pai. Acorda todo santo dia de manhã, às 5:40 pra mamar. E dorme até às 7:00. E pronto. Vai, tem dia que ele vai até às 9:00. Raro, mas tem.

Agora eu durmo quando a Melissa dorme. Ou antes, quando o Bhuda fica com ela. E acordo com o pentelho.

A Melissa? Continua dormindo. Ô, vida boa....

10 de ago. de 2005

Agosto

Agosto é o único mês do ano que não tem nenhum feriado.
É o mês que tem mais aniversariantes conhecidos meus.
Incrível.
Todo dia tem um.
Claaaaaaaaaro que tem o meu, também (se você tinha esquecido, estou lembrando).

De aniversário? Quero uma lipo, uma casa, implante de cabelo e roupa. Jesus... como eu estou sem roupa. Tá lendo, Angelo?
Claro, um almoço no Outback em plena terça-feira, com direito a cebola, salada caesar e batata recheada. De sobremesa, um Oblivion. Hummmmm.....

... já tinha esquecido que o dia dos pais vem antes ...

8 de ago. de 2005

E os mortos aparecem. Junto com eles, o regime.


Ontem Letícia, Pira, Elton e Mau vieram visitar o João. Com 4 meses de atraso. Mas vieram.
Trouxeram presente de aniversário pra mim. Hahahahaha, que legal.

Ontem teve aniversário da minha tia Cida. Antes de ontem, eu fui experimentar todas as roupas do meu guarda-roupas e nenhuma serviu. Nenhuma. Que horror.
Aí decidi que começaria um regime sério, mesmo, sem escapadinhas.
E foi: comi uma salada do Mc Donald´s. Sem frango, nem nada. E uma coca light. Depois, uma ligüiça. E 2 copos de refri normal (tinha esquecido do regime, já). Na festa, comi uma panqueca de espinafre e vários morangos. Nada de panqueca de chocolate. Shuif.....

Estou agüentando legal. Hoje tomei um café da manhã bem legal. Meio exagerado, mas delicioso. 1 pão australiano, 1 pedaço de bolo de alguma coisa, 2 torradinhas com manteiga e um pão na chapa. E um copo de suco de framboesa e um de morango. Sem açúcar nem adoçante.
Agora vamos almoçar macarrão.

Essa foto foi tirada na festa, ontem. Dá pra ver melhor o cabelito.

Putz, como eu odeio ser gorda. No aniversário do ano passado, a Marli me deu um terninho de presente. 40. Serviu perfeitamente. Mas, quando a gente contou que eu estava grávida, ela trocou por um 42, porque depois da gravidez a gente pode demorar pra perder o peso. Ficou enorme, na época, então, achei que ia ter que pedir pra ela dar uma diminuída.
Ontem, experimentando roupas, não serviu. O terninho 42. Que horror...... Que horror....

6 de ago. de 2005

Saudades...

Eu sinto.
Muitas.

Da minha vó, que cuidava de mim. Da salada que ela temperava, das histórias que ela contava, do jeito que ela levava e buscava a gente na escola.
Do meu vô, que conversei pela primeira vez quando já sabia falar japonês, com uns 11, 12 anos. Ele ia até a biblioteca todos os dias, só pra pegar papel pra eu desenhar, porque ele queria que a gente tivesse sempre mais. De ver o velho fazendo ioga no chão do quarto, de ouvir ele rezando de tarde.
Do meu pai, que é chato pra chuchu. Mas que é meu pai. E está longe. Das discussões longas que a gente tinha depois do jantar, do pão francês que ele fazia pra gente pro café da manhã no Japão.
Da Mayra, minha prima. A gente era grudada, mas depois que fui pro Japão, a gente ficou diferente demais.... das brincadeiras, das brigas, de escrever nas paredes do apartamento da vó e depois levar bronca e ficar pintando o apartamento, das confidências trocadas, dos sonhos conversados, das risadas dadas.
Do tio Kiyoshi, que apesar de tudo sempre cuidou da gente.
Das viagens pra praia que a gente fazia todo final de semana. Das quedas da rede. Dos quindins.
Da coalhada do tio Bi.
Dos teatros que a gente fazia nos finais de semana na casa da minha avó Thereza, onde os adultos jogavam baralho e as crianças brincavam. De ir comprar doce no bar da esquina. Da privada verde. Do barulho da risada até de madrugada.
Do Milton. Das coisas que ele ensinava. Do Dewick, cachorro dele. Das brincadeiras dele. Das faixas de jodô dele, que viravam de tudo nas nossas mãos.
Do sorvete do Japão. De brincar na neve.
Do ginásio, das amizades que eu fiz, das pessoas que eu conheci nessa época e que já se foram. Pra longe ou pra sempre. Dos jogos de vôlei, do futebol na rua da minha casa, das sessões de foto das 5P, das festas, de dormir na casa da Lu, de Caraguá. Que saudades da profa. Kátia...
Do colégio. Das meninas que eu conheci. Da primeira vez que me apaixonei. Do William.
Do CNA, que durou muito mais do que poderia. Das aulas da Radica. Da Gaby, que já deve estar se formando.
Do Objetivo. Das aulas não assistidas. Da Mari, da Camila, da Jamilla. De ficar lá fora jogando baralho com o Felipe e com o Bhuda.
Do Anglo, que foi quando eu estudei pela primeira vez. Da Gaby. De novo.
Da faculdade. Dos amigos, principalmente. De ir pro shopping e ficar papeando ao invés de assistir aula. De ir ao cinema no meio da tarde. De ficar discutindo o quão besta aquele filme foi. Das conversas do almoço com a Lê. Das conversas do lado de fora da aula de anatomia com a Pira. Do palio vermelho do Lu. Do corsa vinho da Lê. Que virou palio azul. De encontrar o Bruno comendo um chocolate. Das piadas. Das muitas risadas.
De quando eu e o Bhuda íamos pro cinema. De quando a gente ia comer no Rockets. De quando a gente ia viajar sem planejar. De Fernando de Noronha. De ir acampar e ter que dormir no carro, porque a barraca alagou. Do gol preto: Charlie.
Da gravidez da Melissa. De quando ela começou a gargalhar e a gente ficou a madrugada toda chacoalhando a menina. De quando ela começou a sentar. De quando ela começou a andar.
Do parto do João. De todas as sensações fortes e gigantescas. Daquele neném na fralda P, que ainda ficava grande.

Ai ai.... e ainda tem muito mais por vir....

4 de ago. de 2005

E é.....

Eu sou comedora compulsiva. Não sei.... Eu como, como, como, como, continuo com vontade de comer, como, como e não consigo parar.
Jesus, que é isso????

Preciso me controlar.... Comer mais fruta. Mas o que fazer quando dá aquela vontade louca de comer chocolate?? Se não tem chocolate, como Nescau. Já viu?? Se não tem Nescau, como uma bolacha recheada. Um monte, pra saitsfazer a vontade de comer chocolate. Ai, que horror....

E gorda eu vou........

2 de ago. de 2005

Cagada

Sabe quando a gente faz uma cagada daquelas?
Daquelas, bem bestas, que poderiam ser evitadas, mas que não foi porque a gente estava com preguiça, sem saco, sem paciência ou simplesmente não quis?

Pois é. Cagada. Das grandes.

Jesus...... Será?

Minha mãe

Ela é um mulherão. Não em tamanho. Mas um mulherão.
Ela toma as dores de todo mundo que ela ama. Ela luta por tudo o que ela acha certo. Ela fala umas coisas, às vezes, que são difíceis de aceitas, mas fala.
Ela é do tipo que tem aquela cabecinha fechada. Mas quando alguma coisa é importante pra mim ou pra minha irmã, ela pára, ouve, pensa e aceita.
Ela faz tudo pra que as filhas e os netos tenham tudo. E que nunca sofram.
Ela é do tipo que briga com policial porque o policial xingou um velhinho. Briga com motorista de ônibus porque não abriu a porta pro velhinho. Que sai na mão com qualquer um que esteja cometendo uma injustiça.
Ela levou a casa sozinha por anos. Trabalhou em 3 empregos, ainda cuidou de mim e da minha irmã, lavou e passou roupa, cozinhou, levou pra escola, deu banho, brincou.
Ela tenta ajudar todo mundo. Quase sempre não consegue nem um "obrigado". Mas continua.
Ela é teimosa. E não pára enquanto não consegue o que quer.
Ela consegue amigos de verdade. Daqueles que fazem qualquer coisa por você.

Alguns anos atrás, entraram na nossa loja de madrugada e levaram tudo. Tudo. Todos os CDs, os aparelhos de som, as camisetas, tudo. Só deixaram as velas.
E esses dias, entraram na loja de roupa que fica bem atrás da loja da minha mãe. Agora, decidiu que vai dormir na loja. Dentro da loja. Trancada por fora. Sim. E não tem quem tire isso da cabeça dela.